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Novos modelos de negócios para o livro

Em outubro de 1999, quando a internet ainda não demonstrava todo o seu potencial, Jason Epstein, fundador da The New York Review of Books e responsável pela publicação de nomes como Philip Roth e Gore Vidal, participou de um ciclo de palestras públicas na Biblioteca de Nova York que marcaria a história do mercado editorial, por sua visão de futuro. Na ocasião, Epstein disse: “Contar histórias – transmitir a sabedoria e a história da tribo por meio de palavras, gestos e canções – é uma função humana inata, que floresceu bem antes de existir a moderna indústria editorial e irá florescer bem depois que esta se for. A indústria editorial, limitada por tecnologias obsoletas e por um mercado restrito, hoje implementa a comunicação dos escritores com o leitor de maneira pobre. Mas as novas tecnologias prenunciam a possibilidade de uma indústria reconstruída, que irá desempenhar sua tarefa histórica com uma abrangência sem precedentes e com consequências inimagináveis”.

Doze anos depois do discurso de Epstein, publicado sob o título O negócio do livro (2001), vemos todo o mercado criativo se debater diante das novas tecnologias da informação que, entre outras mudanças, inauguraram a cultura da gratuidade. Não à toa, a questão dos direitos autorais mobiliza a indústria cultural, que busca novos mapas para os novos tempos.

Nesse quesito, o setor editorial acena como um dos mais articulados para refletir e desenvolver modelos de negócios ajustados às demandas contemporâneas. Só este ano, vários eventos têm levantado questões pertinentes ao futuro do livro, do escritor e do mercado do livro. A grande preocupação seria a obsolescência do modelo vigente, ainda muito mais próximo da prensa de Gutenberg do que da rede de computadores.

Seguindo essa linha, acontecerá em São Paulo, nos dias 26 e 27 de julho, o 2º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, promovido pela Câmara Brasileira do Livro – CBL. Segundo a organização do evento, o objetivo do congresso é “atualizar as informações e promover a necessária reflexão sobre o presente e o futuro do livro, passando pela compreensão de tendências, bem como discutir os novos modelos de negócios possíveis”.

Além dos representantes de editoras, distribuidoras e livrarias, estarão presentes mais de 20 personalidades nacionais e internacionais, que fazem parte da cadeia produtiva do livro. Os destaques ficam por conta das palestras ministradas por Bob Stein, diretor do instituto The Future of the Book; Dominique Raccah, CEO da Sourcebooks e vice-presidente do BISG – Book Industry Study Group; Edward Nawotka, editor-chefe do Publishing Perspectives; Piete Swinkels, diretor da Kobo; e Joseph Craven, vice-presidente da Sterling Publishing.

Entre os temas previstos para os debates estão: “a hora da geração digital”, “o comportamento do consumidor”, “soluções de prevenção e equilíbrio para o gerenciamento digital de direitos autorais”, “os principais problemas até 2020”, “o novo papel do editor” e “como competir com a cultura do gratuito”.

2º Congresso Internacional CBL do Livro Digital
26 e 27 de julho de 2011
Centro de Eventos da Fecomércio, São Paulo
Informações: www.congressodolivrodigital.com.br

Acesso pergunta: Na sua opinião, as novas tecnologias prenunciam o fim do livro?

 

Fonte: Priscila Fernandes / Blog Acesso

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